quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Here we go again!

Bom, estou passando por aqui rapidinho para, novamente, me desculpar pelo sumiço. Não consigo pensar em nada para escrever... Parece que nas férias meu cérebro "trava", haha. Ok, talvez seja por minha culpa mesmo, por parar de escrever minhas coisas e, enfim. Isso não vem ao caso agora. Mas vou tentar postar com mais frequência.
Outra coisa! Quero desejar à todos um feliz ano novo. Que 2010 seja um ano repleto de saúde, alegria, amor, paz, criatividade, conhecimento, dinheiro... Resumindo: Conquistas em todos os sentidos! 2009 que vá embora e leve com ele todas as tristezas e problemas de todo mundo.
Aliás, por falar em problemas eu desanimei totalmente com esse negócio de "festa de reveillón" quando assisti jornal. O mundo está um caos! Um monte de gente sem casa, um monte de gente perdendo a vida... Isso me deixou triste, sinceramente. Mas, a vida continua. Se as pessoas que estão em abrigos não estão - aparentemente, claro - desesperançosas, não sou eu quem vai ficar, certo? Eu só espero que essa bagunça toda (que está em todos os cantos do mundo, infelizmente) se organize logo.
Minhas felicitações (em geral... Desde aniversários à Natal, ou ano novo) são as piores possíveis, então, não levem a mal. Hihi. Eu só queria deixar meus votos aqui.

E que venha 2010! :)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

I'm nothing on my own.

Saudade não tem tradução para outra língua, só para o coração. Não tem sentimento comparável, palavra que faça passar ou alegria que a cale.
Saudade muitas vezes não tem nome; tem um cheiro, um gosto, um abraço, uma forma, uma voz, mas não um nome. Uma dor, uma alegria, um sorriso, uma despedida, uma música... Saudade não tem definição. Por mais que tentemos, saudade é desprovida de palavras, de discursos ou explicações. Saudade nós apenas sentimos. Não aprendemos o significado após ler sobre, ou achar sua definição no dicionário. Não. Saudade só é saudade mesmo quando faz a barriga torcer, quando o coração parece ficar bem apertado. Saudade só é saudade quando te faz chorar e rir, sentir raiva ou afeto, vontade de estapear e de abraçar, tudo ao mesmo tempo. Saudade nós sentimos, e ponto.
Saudade eu sinto do meu melhor amigo. Das tardes cheias de risadas, dos assuntos inúteis e intermináveis, das palavras carinhosas, dos elogios inesperados, dos olhares cúmplices. Saudade sinto dos ciúmes bobos, do abraço, do sorriso. Das nossas expectativas, dos nossos segredos, dos nossos planos. Saudade do cheiro familiar de melhor amigo, de proteção, de total confiança.
Saudade de você, no geral.
Às vezes te odeio por ter ido, ter me deixado aqui. Às vezes me odeio ainda mais por tê-lo deixado ir. Por ter quebrado a promessa, dita e sentida, de que todas as aventuras de nossas vidas, viveríamos juntos.
Não sinto só a sua falta, sinto a nossa, sinto falta de mim quando estou com você. Sinto falta das piadas sem graça. De corrigir erros pequenos e bobos. De olhar nos seus olhos e ver que me entende, acima de tudo.
Mas como eu disse, saudade não tem descrição. Saudade é diferente para qualquer pessoa – eu sinto diferente, você sente diferente, as outras pessoas sentem diferente. Eu nem sei por que comecei isso aqui. Só queria dizer que saudade é igual amor, está ali e ponto, sem porquês, sem entendimentos. São dois sentimentos abstratos e você conseguiu me mostrar o significado de ambos.
Eu o amo, sinto saudades e espero que volte logo.

"Honey, you should know that I can never go on without you."

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Traga-me uma xícara de café.



Preciso pensar um pouco, organizar essa bagunça que se encontra em meu interior, me recompor... Sair desse platônico e encontrar a realidade. Mas, como fazer isso? A realidade me assusta cada vez mais. É tão cruel e amarga.
Bem, traga-me também um pouco de coragem...
Todos ao meu redor transbordam de felicidade. Enquanto eu, estou aqui, quieta no meu canto. No meu mundo, eu diria. Com um pouco de café, papel, caneta e meus pensamentos, que rolam soltos até caírem e se transformarem em palavras.
Essas palavras, por vezes, não me ajudam. São elas que me prendem nessa minha bagunça. Deixo-as escritas em uma folha qualquer e então sinto-me mais leve, um pouco melhor. Assim, continuo em meu canto, porém, temporariamente organizada.
Por favor, traga-me um pouco mais de café e qualquer outra coisa que não me permita cair no sono. Preciso manter-me acordada. Se dormir, vou sonhar. Se sonhar, vou me iludir e, ao acordar, verei que não se tratava de nada além de outro sonho, então a angústia vai se apossar de mim... Mais uma vez.
Enquanto transfiro meus pensamentos (sentimentos) para os papéis, a chuva cai lá fora. Isso faz com que o frio aumente, como se já não houvesse o suficiente...
O que eu preciso mesmo é de um pouco de calor. O que eu preciso é sair dessa ilusão que, por hora é calorosa, mas depois me deixa congelada por dentro.
Traga-me outra xícara de café....

O mais forte possível!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"What is pain?"

"Why do we breathe?"
Breathe in, breathe out.
"Why do we have needs?"
Hold my hand, let it go.
"What is love?"
Heart pounds slow, heart pounds fast.
Make me cry, make it stop.

"Breathing is for stopping,"
Accelerate it, make it die.
"Needing is for wanting,"
I want to hold it, I want to drop it.
"Love is living,"
It's the beginning, it's the end.
I'd help you cry, I'd help you stop

"And pain is understanding."


PS: Em português fica meio sem nexo, então, sem tradução.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Insanidade.

Manhãs de sorrisos falsos, tardes de riso. Uma mentira.
A noite chega e você está sozinha na cama, você olha para o teto e tenta trazê-lo mais para perto.
Nada está bem, nada é bom. A felicidade não está com você, você perdeu, ela se foi. Você não tem direito a isso, você só pode desejar. Querer, pedir, implorar e suplicar. Olhando fixamente, o sono está chegando, os pensamentos desaparecem e então resta apenas você, com você mesma.
Os sonhos vêm, dançam com facilidade e concedem-lhe a paz e a insanidade, você está viva novamente, você sente a alegria que sempre quis, por tanto tempo parece durável, mas depois... Escorrega por entre os dedos
.
Ela se foi e, novamente, você ficou.

Você e as mentiras, e as pessoas que não vêem. Elas estão cegas para você, estão cegas para todos, mas você entende.
Você precisa. Você faz. Você vê a forma como tudo é nada.
Você questiona cada palavra que você fala, cada cheiro e cada respiração.
O que é realidade, o que é o tempo?
Não é nada.

É só você, você e as perguntas sem respostas, e os pensamentos sem sentido.

É só você e seus sonhos.

sábado, 28 de novembro de 2009

"Pensou que era um pesadelo.

Engano, era apenas mais um dia."

(Milena M. Cassucci.)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Making a difference.


While I was walking down the beach, I began to see a man in the distance. As I came nearer, I noticed that the man was bending down, picking something up and throwing it out into the water. He did that many times. Time and again he continued throwing things out into the ocean.
As I came even closer, I saw that he was a fisherman. He was picking up starfish that had been washed up on the beach and, one at a time, he was throwing them back into the water.
I was curious. I approached the fisherman and said: "Good morning, friend. I was wondering what you are doing."
"I'm throwing these starfish back into the ocean. You see, it's low tide right now and all of these starfish are up here on the sand. If I don't throw them back into the water, they'll die up here from lack of oxygen."
"I understand", I said, "but there are thousands of starfish on this beach. You can't possibly get to all of them. There are simply too many. And don't you realize that at this time this is probably happening on hundreds of beaches all up down this coast? Can't you see that you can't possibly make a difference?"
The man smiled, bent down one more time and picked up another starfish. He threw it back into the sea and answered, "I made a difference to that one!"

"A starfish is not a fish,
A starfish is not a star.
Close your eyes and make a wish.
In your dreams you travel far."




Texto do meu livro de inglês. Achei super bonitinho e resolvi colocá-lo aqui, já que não posto nada há um tempo...
Sexta faço meu último simulado. Depois, férias. Vou dar um jeito de postar aqui com mais frequência, prometo!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vem!

Deita do meu lado, fica mais um pouquinho. Me dá um abraço forte. Segura minha mão, sussurra em meu ouvido aquela música que tanto gostamos... A nossa música!
Me traz uma rosa, ou até mesmo uma pétala. Pode trançar os meus cabelos, roer as minhas unhas, os meus pensamentos, meus sentidos. Arranca minhas lágrimas, meus sorrisos, meus suspiros. Pode levar tudo pra você, leva meu coração. Ou melhor: Me leva. Já não posso mais aguentar um segundo sem você.
Vem cá. Faz uma visita, fica para o chá, café, suco ou água, que seja. Desde que você fique, está tudo bem.
Pode trazer suas malas, suas roupas, sua meia ou um fio de cabelo, qualquer pedacinho de ti. Desde que você fique o tempo suficiente para que eu queira que você vá. Mas saiba que, quando for, vai levar tudo de mim com você e que uma hora vai ter que voltar pra devolver e deixar tudo em seu devido lugar.
Vem. Deixa o teu perfume no meu travesseiro. Traz teu sorriso, o brilho dos teus olhos, a tua voz abafada. Traz o "nós" de volta. Põe o sol de volta na minha janela, as cores no meu jardim.
E depois vai. Vai e fica por lá, na cidade, longe, até quando sentir que é preciso voltar, que a sua metade te espera, observando as ondas do mar indo e vindo. Volta sabendo que eu vou estar aqui.

Vem cá. Deita do meu lado. Fica mais um pouquinho dessa vez...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

- O que mais te surpeende na humanidade?

- Os homens... Porque perdem a saúde para ganhar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensar ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente e nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivesse vivido.
(Dalai Lama.)

Tirei um peso das minhas costas hoje. Aliás, parte dele. Daqui sete dias - exatamente - vou me sentir ainda mais aliviada e, ao mesmo tempo, desesperada... Certeza!
Detesto fim de ano.

domingo, 8 de novembro de 2009

My words were not strong enough to fix what happened here.

"Te ver indo embora uma, duas, três, quatro vezes me doeu demais... Mas dizem que não há dor que não tenha cura. Cura não tem, mas eu acabei me acostumando, sabe? A perder um pedaço de você a cada despedida e imaginar 'Será que ela está por aí? Será que lembrou de mim hoje, ontem, há uma semana, que seja?' Por mais que eu conheça cinco, dez, quinze ou mil pessoas, nenhuma vai se encaixar no buraco vazio da falta. Porque essa falta é sua, e só cabe a você tirar... Tarde nunca é... Claro que eu me magoei várias vezes com isso, ainda que não tenha dito. Agora mesmo meus olhos encheram d'água. Algo me diz que você tem um motivo maior pra ter me dito tudo isso e agora eu digo: Sim, vou confiar em você outra vez. Não, não é tarde pra me 'ganhar' de volta... Até mesmo porque você nunca me perdeu. Sempre fui seu, em pensamento e em coração, ainda que talvez você tenha se esquecido disso, meu amor por você é e sempre será infinito."

"Eu sempre penso muito em você... E é horrível, sim, a sensação quando você some, e, apesar de ter me acostumado a te ver sumindo, por algum motivo, eu sempre crio esperanças de que você volte. (...) Você sempre ficou presente pra mim quando pôde e de todas as lembranças que eu tenho, essas são as que há de melhor, e as que me fazem pedir todos os dias pra essa tua ausência ser temporária... E mais, eu sempre amei você!"


Hoje, mais uma vez, a saudade resolveu me atormentar. Aliás, ela não me deixa nunca, mas às vezes resolve me ferir um pouco mais, me fazendo lembrar que fui eu quem joguei uma das minhas amizades mais preciosas pro alto e só percebi isso depois de que o estrago estava feito, me fazendo lembrar de como eu era feliz antes de cometer meus inúmeros erros, antes de ferir a pessoa mais encantadora, o coração mais puro que eu já conheci.
Então, meu dia foi por água abaixo. E tudo que eu mais quero agora é reencontrá-lo e fazer com que ele entenda que é a pessoa mais importante pra mim - falo mesmo. -
(Mais um desabafo).

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dear friend.


São quantos anos? No mínimo 11, não é mesmo?! Dentro desse tempo eu pude ter a certeza absoluta de que a nossa amizade não é como essas outras que vemos por aí. Não é daquelas que começam, chegam ao "auge" e de lá despencam, ou melhor: acabam.
Longos anos, recheados com muitas histórias, risadas, abraços, problemas, algumas lágrimas, um pouco de distância, confiança e muitas outras coisas mais. Tudo isso faz com que ela cresça mais e mais a cada instante. Mesmo quando ficamos alguns dias, semanas, ou até meses, sem nos vermos. E quando isso acontece, eu fico pensando que, se fosse com outras pessoas, a amizade acabaria aos poucos, mas a nossa não. E eu nem quero que isso aconteça! Até porque, como você diz, nós somos irmãs. (E agora eu vou ser obrigada a usar uma frase do tipo que eu não gosto... Bem clichê) "Amigas por destino, irmãs por opção". É, é isso. Você é a irmã que eu não tenho (na verdade tenho, mas... Enfim).
É você quem sabe tudo (tu-do) que se passa comigo, todas as minhas histórias sem pé nem cabeça, todas as minhas complicações, meus rolos, conhece minhas manias, minhas virtudes, meus defeitos, meus surtos, conhece meu 'guarda-roupa' (quando apareço com uma blusa diferente: "ahh, essa blusa é nova, não é?!" haha), enfim, coisas mínimas que eu não sei se existe alguém, além de ti, que conhece.
É você quem vem caminhando, crescendo comigo desde os meus três anos de idade. É você quem me puxa, me faz acordar, quando estou com os pés fora do chão, com a cabeça nas nuvens. Você quem me ouve (quando deixamos o tal "monólogo" de lado), me dá um ombro pra chorar, seca minhas lágrimas, me conforta e me aconselha.
Às vezes, és como uma irmã mais velha, mesmo sendo mais nova. Aliás, sempre que digo isso me lembro da minha mãe dizendo que, quando éramos pequenas, se alguém mexia comigo, você me protegia. Sempre foi mais alta, então, achava que devia me proteger de toda e qualquer coisa que parecesse ameaçadora pra mim. Digo, achava não, você o fazia. Eu era sua protegida. Hoje sabemos nos cuidar, mas, ainda assim, temos uma a outra sempre. E isso vai continuar até o fim das nossas vidas, se depender de mim.

Só de pensar que, segundo você, daqui dois anos eu não a terei mais aqui perto de mim, me dá um puta aperto no coração (é!). É difícil até tentar me imaginar sem você aqui, sabia?! Eu realmente espero que isso não aconteça... Por mais que você queira, dessa vez, vou lhe contrariar, porque eu não quero ter que esperar seis meses para entrar de férias e, finalmente, pegar um avião, um ônibus ou o que quer que seja, pra ir te ver. Não quero mesmo! Prefiro milhares de vezes ter você morando aqui no bairro ao lado, poder ir na esquina de casa e ver o teu prédio, poder passar de frente o mesmo e morrer de vontade de entrar pra te dar um "oi", que seja, do que imaginar você em uma distância de... Sabe-se lá quantos quilômetros.

Nenhuma palavra é boa o suficiente para descrever nossa amizade, o afeto, o amor, o companheirismo (etc) que existe entre nós, mas ainda assim, eu tento deixar um pouco mais claro (porque não o faço no dia-a-dia) que meu carinho por ti é "imensamente imenso" e que eu sempre estarei ao teu lado, independentemente da distância, do tempo ou de qualquer outra coisa. Tenho que lhe agradecer muito, por tudo que você fez e tem feito por mim. Então, leia cada palavra dessa como tal. Obrigada por existir na minha vida, Leticia!
E aqui vai outra frase clichê: "Desde sempre e para sempre." ♥

"When you're down and troubled and you need a helping hand, and nothing is going right, close your eyes and think of me and soon I'll be there to brighten up even your darkest nights.
You just call out my name and you know wherever I am, I'll come running to see you again. Winter, spring, summer or fall, all you have to do is call, and I'll be there. You've got a friend!
If the sky above you should turn dark and full of clouds, and that old north wind should begin to blow, keep your head together and call my name out loud and soon I will be knocking upon your door. You just call out my name, and you know wherever I am, I'll come running to see you again.
You've got a friend." (James Taylor).

domingo, 1 de novembro de 2009

I could be brown...


...I could be blue, I could be violet sky. I could be hurtful. I could be purple, I could be anything you like. Gotta be green, gotta be mean, gotta be everything more.
I could be wholesome, I could be loathsome. Yes, I'm a little bit shy. Why don't you like me without making me try?

Getting angry doesn't solve anything.

Say what you want to satisfy yourself. But you only want what everybody else says you should want.


(Grace Kelly, by Mika)

sábado, 31 de outubro de 2009

Nothing seems to work out right.

Por mais que você se esforce, dê o seu máximo para que as coisas permaneçam de uma forma agradável para você e para as pessoas que estão ao seu redor, você nunca (é, nunca!) consegue agradar a todos. Aliás, às vezes, a única pessoa que você agrada é a si mesmo.
Tenho dado tudo de mim para agradar as pessoas e parece que elas só conseguem ver o que eu não consigo fazer. É algo incrível!
Parece que querem que você seja alguém perfeito. Eles só se esquecem de um pequeno detalhe: Você é um ser humano, e nenhum de nós consegue ser assim, nenhum de nós consegue agradar a todos. Como dizem: "Nem Jesus conseguiu!", então, por que tantas exigências?
O esforço tem que existir. Mas o limite também!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

domingo, 18 de outubro de 2009

Carta I.

Bem longe de Dreamland, 3 de outubro de 2.009.

James, meu amor, me mudei há uma semana, apenas, mas a falta que você me faz é incomensurável, você não tem idéia! A impressão que tenho é de que já faz anos que não o vejo. Mas, bem, quero contar-lhe tudo. E é o que vou fazer agora mesmo, mesmo sabendo que posso não receber resposta alguma. Ou talvez receba resposta imediata. Talvez com o que desejo ler, talvez com palavras que me deixem ainda mais perturbada. De qualquer forma, preciso escrever-te algo, não consigo mais esperar...
Estou morando em uma casa bem parecida com a que sonhamos para nós. Um lugar tranqüilo. Tenho um jardim grande, onde a grama é bem verde, as flores têm cores belas e a vista é deslumbrante! Da janela do meu quarto posso ver as luzes da cidade à noite. Bem próximo daqui tem um lago grande e bonito, onde a lua é refletida perfeitamente, como se a água fosse um espelho. Não vejo a hora de trazê-lo para cá! Aliás, não vejo a hora de ouvir tua voz, receber teu abraço apertado, teus carinhos e... Ah, se você soubesse o quanto estou sofrendo...
Meus dias têm sido os mais longos e tristes possíveis, desde o dia que vi teu sorriso pela última vez. Dói pensar que o deixei aí, pensando que eu vim por não mais te amar. Há sete dias esse pensamento vem martelando em minha cabeça. Preciso saber como você está, o que tem feito, como têm sido seus dias e, principalmente, se você já conseguiu me perdoar. Perdoar-me por algo que eu não tenho culpa e no fundo você sabe disso. Sabe que vim contra minha vontade.
Se eu pudesse, teria ficado em Dreamland, onde crescemos, fizemos planos, passamos os dias mais felizes das nossas vidas. Mas, infelizmente, ainda não posso fazer o que quero. Meus pais não me perdoariam. Espero que você me entenda.
O que eu mais quero é passar todos os meus dias ao teu lado, como sempre fiz. Você sempre foi o amor da minha vida e todos sabem... Você, então, sabe melhor do que qualquer um. Então, lhe imploro para que não guarde mágoas de mim, meu pequeno. Quando menos esperarmos, estaremos juntos novamente. E daí em diante nada, nem ninguém, vai conseguir nos separar. Realizaremos nossos sonhos de criança, faremos novos e os realizaremos também. Todos eles! Quero acordar desse pesadelo e voltar para os seus braços. Só assim poderei sorrir novamente. Só assim voltarei a ver a beleza que a vida possui. Preciso do teu sorriso, do teu olhar, tua voz, tuas carícias. Preciso de você! Apenas isso.
Anseio pela tua resposta.

Da sempre, sempre tua, bonita.

-
Bom, pessoas, hoje eu e minha chará decidimos criar uma história...
Mariella e James são amigos de infância que se tornaram namorados no colegial, mas, ao terminá-lo, "Bonita" (como James a chama) se mudou para longe. Eles não se despediram no dia em que ela partiu, por pensar que ela o abandonaria. Então, eles se comunicarão por cartas e... Bem, essa é a primeira. Espero que gostem! *-*
Blog da Lari: http://larisntavictim.blogspot.com/

sábado, 17 de outubro de 2009

I'm tired of

everyone (and everything). I just need some time alone...



Oh, Lord!

sábado, 10 de outubro de 2009

Everytime I see your smile...

...It makes my heart beat fast. I just can't get you off my mind and why would I even try? Even when I close my eyes, I dream about you all the time.

Sentir borboletas no estômago praticamente o tempo todo. Ficar sem saber o que fazer, o que dizer. Sentir o coração batendo de forma acelerada, como se fosse sair pela boca a qualquer instante... É tudo tão bom. Não digo novo porque estaria mentindo, mas os "sintomas" dessa vez estão mais fortes... Bem mais, por sinal. É ótimo, sem dúvidas. Mas, sinceramente, não consigo entender.

Quase 42 horas (juro!) com uma só pessoa na cabeça. Como é possível? Grr.

(Título: "If The Moon Fell Down Tonight", Chase Coy)

domingo, 27 de setembro de 2009

Se o mundo...

...é mesmo
Parecido com o que vejo
Prefiro acreditar
No mundo do meu jeito.

Legião Urbana. <3

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Blue as the sky.


Ele é azul. Aparentemente ingênuo.
Ele tem uma cara doce de criança
Eu só quero rastrear todas as bordas lisas
E borrar meus dedos com seu cheiro.

Ele tem um coração sorridente
E uma luz que brilha fora de seus olhos como
Uma luz azul intermitente.
Vá! Viva!

Ele suga o ar após a chuva
Como se não tivesse o suficiente
Preenchendo todos os espaços vazios dos seus pulmões.
E eu gostaria que fosse eu que ele desejasse.

Ele acena suas mãos enquanto fala
Como se o ar fosse algo para se sentir com todos os nervos.
Ele diz que você pode olhar para o sol através de suas pálpebras
E transforma-os em um lugar acolhedor, onde você só pode ir.
Eu já experimentei e é verdade.

Ele está sempre lá fora. Está sempre de pé atrás.
Ele vê o mundo girar. Aprende a dançar e dança também
Sem saber que estou com o rosto pressionado contra o vidro
Sempre assistindo-o.

Mas ele segura minha mão quando encontra um lugar para correr
Puxa-me e nunca explica.
Ele diz que a vida é aventura e aventura é surpresa.
Então ele tenta ser espontâneo
Mas eu digo-lhe que ele não tem que tentar
Porque eu nunca poderei manter-me assim.

Ele é intocável por todo o mundo. Ele vive em seu próprio tempo.
E isso me faz sentir à vontade quando estamos juntos.
Isso me faz sentir quase tão despreocupada como ele.

Ele diz que a música é o som das emoções
Eu digo que eu estou ouvindo canções de amor
Que me fazem derreter.
E meu coração salta como se fosse escapolir pela boca
Porque ele apenas sorri e diz:
"Então eu também."


Estranho seria se eu não me sentisse perdida nos teus olhos azuis...

sábado, 19 de setembro de 2009

Ausência de cor.

Hoje olhei pro céu, ele estava completamente branco, como se houvesse uma só nuvem fazendo todo aquele percurso infinito.
Escondeu-se o azul. Escondeu-se o Sol. Restando apenas uma cor apagada, porém, com um brilho que era capaz de cegar...




Ou não.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

E se realmente gostarem?

Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, no tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.

(Caio Fernando Abreu.)

Talvez esse poema seja um pouco grosseiro, mas é do Caio! (E...? E eu gosto)
Enquanto estiver 'sem inspiração' para escrever algo decente, vou postar poemas. Caio, Clarice, Woody ou de qualquer outro poeta que me agrade. E não são poucos.

Falta de inspiração

.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

You still with me in my dreams.


Às vezes me pego pensando em ti assim, sem motivos. E é estranho, posso estar fazendo qualquer coisa, posso estar mais distraída possível, quando 'acordo' vejo que estou com o pensamento aí, aqui, ou aonde quer que estejas... É você! Então começo a me perguntar como e por que você se foi tão cedo... É difícil, ou (quase) impossível entender.
De repente, aquela velhinha linda e animada, se via desanimada, com dores nas pernas. Um tempinho depois, em uma cama de hospital. E o tempo que ficou lá? Muito, muito tempo. Como pode? Estava tudo tão bem e de repente, as coisas se tornaram uma bagunça.
Passaram-se meses e você continuava lá, internada, sentindo cada vez mais dor. Eu aqui, sem me preocupar, pensando que logo estaria bem. Foi aí que eu me enganei!
A notícia chegou: "A vovó vai amputar a perna, talvez até as duas". Que choque! Que horrível foi ouvir aquilo. Mas pensei "se é o melhor pra ela, que seja feito e o mais rápido possível". Outro engano. Não havia pensado em como você ficaria depois de perder uma perna, porque, nossa... Não é fácil viver 70 anos normalmente, levar uma vida boa, tranqüila, andando para cima e para baixo quando quisesse de repente se ver sem uma das tuas pernas, sem poder andar durante um tempo, até que pudesse ser feito um implante. Fui meio ingênua, mas a única coisa que eu queria era que aquela dor passasse logo, que você voltasse pra casa e tudo ficasse bem.
O pior é que mesmo sabendo de tudo, eu não tirei um dia sequer, para ir vê-la. Não sabes o quanto me arrependo por isso. Vou carregar essa culpa comigo até o último dia.

Hoje passei a manhã toda pensando em você, minha Estrelinha. Um ano, um mês e um dia... Como passou rápido, ein?! Parece que ainda ontem você me deu o último beijo, ou, ontem eu toquei pela última vez em teu rosto frágil.
Os dias 07 e 08 de Agosto de 2008, pra mim, estão entre os piores dias da minha vida. Dia 07, cheguei em casa, encontrei meu irmão e a primeira coisa que perguntei foi: "Minha mãe foi pro hospital?" e meu irmão, sem rodeios, disse: "A vovó morreu", não pensei que ele estivesse brincando por um único motivo: Ele não brincaria nunca com uma coisa dessas! Mas tive que perguntar "O quê? Sério?" Foi uma reação meio que fria, digamos, mas foi um momento de desespero, por mais que eu tenha me demonstrado extremamente calma. Eu não conseguia acreditar. Minha avozinha? Justo ela? Por quê? Naquele momento, eu fiquei meio sem chão.
Sem rumo, me recorri à internet. Sempre fui meio fechada, todos sabem. Nunca gostei de chorar, desabafar, nem de me abrir com ninguém da família. É o meu jeito, então, vim. Segurando as lágrimas. Minhas mãos tremiam, e eu sentia meus olhos se enchendo d’água, logo, algumas lágrimas desceram, as sequei rapidamente pra que ninguém me visse daquele jeito. Eu sentia uma culpa imensa, um remorso gigantesco, e uma dor maior ainda! Uma sensação terrível de perda, óbvio.
Logo tive que arrumar minha mala, porque tínhamos que arrumar as coisas na funerária e ainda teríamos uma estrada longa pra percorrer até chegar à tua cidade. Aquela noite parecia mais estranha que as outras, eu estava me sentindo perdida, rodeada de gente que, apesar de conhecidas, pareciam estranhos e distantes de mim. Sentia-me perdida em meio às árvores do caminho. E quando chegamos, havia mais gente ainda! Foi meio desesperador pra mim. Não gosto de muita gente, ainda mais quando todos me olham com cara de pena. Eram abraços e "meus pêsames" para todos os lados, enquanto tudo que eu queria, era ficar sozinha. Aliás, pra falar a verdade, eu queria que aquilo tudo não passasse de um pesadelo do qual eu queria acordar o mais rápido possível, porque já estava se tornando agonizante e a dor se tornando real, passando do sonho, pra realidade. Mais ou menos assim.
Mas não, infelizmente, não era apenas um sonho ruim...
Até o fim daquela noite, eu não tive coragem de ir vê-la. Outra bobeira, outra coisa das quais me arrependo. Logo peguei no sono, estava exausta. Queria por tudo que, ao acordar, visse que aquilo tudo havia sido, de fato, uma mera ilusão. Assim que consegui dormir, sonhei contigo. Foi um sonho desagradável, porque nele, vi você deitada ao meu lado, morta. Teus olhos fechados, seu corpo estava frio, quis acordar. E foi o que aconteceu. O choro da minha prima, que havia chegado do Pará me acordou. Vê-la naquele estado, com outra prima me deixou ainda mais triste. Era desesperador. Um choro que doía de se ouvir, que me fazia querer sair correndo dali, mesmo que sem ter pra onde ir.
Aquela noite chegou ao fim, e estava por vir outro dia longo. Dia 08. Dia do sepultamento.
Eu tinha que ir até o caixão vê-la. Era preciso, mas me faltava coragem. Sentia que não era forte ou corajosa o suficiente. Não por medo, mas... Ah, sinceramente, não sei o que sentia, não sei o que me fazia ter medo de ir até você. Mas sempre chega o momento em que temos que levantar a cabeça e ir em frente, não é?! Então, fui.
Cheguei à sua frente e fiquei sem ação. Mais uma vez, minhas mãos tremiam. Menos do que no dia anterior, mas tremiam. E percebi isso quando a levei até a tua. Meu desejo era que, naquele momento, você abrisse os teus olhos, fixasse os teus nos meus, segurasse minha mão como se fosse um apoio para descer dali e as coisas voltassem ao normal. Mera utopia. Aquele foi o primeiro momento em que minhas lágrimas desceram sem que eu pudesse ao menos tentar contê-las.
Acho que todos pensaram que eu não estava dando a mínima para o que estava acontecendo, porque estava me negando a ir vê-la, não estava chorando, nem nada do tipo. Mas eu, só eu sei o quanto estava sofrendo (e o quanto ainda sofro!). Talvez a dor que tomou conta de mim tenha sido mais do que algumas pessoas que quase se acabaram de chorar ali. Chorar não traria você de volta e sempre dizias: "Quando eu morrer, não quero ver ninguém chorando". Na hora, no dia, eu não me lembrei de nada disso, mas agora penso que talvez, tenha feito tua vontade durante um tempo... Por mais que estivesse um caco por dentro, não chorava. As lágrimas pareciam ter secado em meus olhos. Aliás, era o que parecia, até o momento em que a toquei.
Então chegou o momento de me despedir de você... Eu, tinha que ir, aquela hora ainda mais do que na vez anterior, porque iam fechar o caixão para que seguíssemos para o cemitério. E, novamente, as lágrimas rolaram em meu rosto. Ainda mais do que na vez anterior. Mas não fiz questão se segurá-las ou escondê-las. Apoiei-me em minha mãe, que voltou a chorar aquela hora, e ouvia apenas ela me dizendo "Não chora. Não fica assim". Dali em diante, chorei bastante. Não estava nem aí pra quem estava me olhando, pra quem não estava. Pra quem estava com dó, ou pra quem fingia que eu nem existia. Fiz questão de ignorá-los completamente. Eu só pensava na próxima ida a tua casa... Eu chegaria lá, e não veria você sentada na varanda, no escurinho, observando o movimento da rua, ou não chegaria lá em uma noite fria, abriria a tua porta, sentiria o calor acolhedor da tua casa, o teu perfume e o cheiro da tua comida, em seguida, ficaria esperando você ir até a porta e me dar um abraço. Aquele que só você era capaz de me dar. Um abraço delicado, cuidadoso, mas ao mesmo tempo, caloroso. Um abraço único! O abraço da minha avó, que dava até medo de quebrar os ossos, de tão frágil e sensível que era.
Pela terceira vez, toquei você. Aquela eu sabia que seria a última vez, o último toque. E parece que aquela hora, mais do que qualquer outra, eu queria que você olhasse pra mim, me desse um beijo na testa, me chamasse de "Meu anjo", como se falasse com um bebê (como fez na última vez que nos vimos, enquanto ainda eras viva). Queria que você levantasse logo dali e fosse embora comigo. Queria ver o teu sorriso, o teu olhar, queria ouvir a tua voz, sentir o teu toque, ganhar um abraço, ouvir a tua risada, nem que fosse pela última vez mesmo... De preferência não, mas se não tivesse outro jeito, me 'conformaria'. Mas eu queria, mais que tudo, me despedir de uma forma decente de ti.
Céus... Eu nunca, nunca pensei que aquela velhinha implicante, irritante, bravinha (tudo isso de vez em quando, apenas) fosse fazer tanta falta. Nunca pensei que ia desejá-la tanto ao meu lado novamente. Confesso!
O que me resta é guardar apenas os momentos bons e relembrá-los sempre. É o que estou fazendo.. Mas isso às vezes me faz querer-te mais e mais aqui novamente. Parece que a ficha ainda não caiu, sabe?! Não dá, eu não consigo acreditar que não vou vê-la mais. Isso dói, dói, dói e dói... Muito mesmo!
Eu digo que vou lembrar pra sempre de ti, e que vou lhe amar eternamente. Isso não é mentira! Eu juro que não. Eu te amo e sempre vou amar, imensamente, minha Estrelinha! E aonde quer que esteja, vou sempre guardá-la comigo.

Já estou me acabando de tanto chorar aqui... E escrevi tudo como se ela fosse ler, mais uma vez... Mas tudo bem! Serviu como um desabafo. Já que não me abro com ninguém... Escrevo. Escrever faz com que eu me sinta mais leve... Enfim, é minha válvula de escape.
(Foto: Minha estrela e eu).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Até o fim sem fim.


Apesar de todos os problemas, eu me considero uma pessoa de muita sorte. Muita! Tenho uma família (que pode não ser a mais feliz, mas que sempre está comigo quando preciso), tudo que preciso e os melhores amigos que você possa imaginar.
E hoje, dia 07 de setembro, faz dois anos que conheci um deles... Um deles? Bom, isso é vago demais...
Faz dois anos que conheci o meu melhor amigo!
(Dois, de uma eternidade, que fique claro!) E isso mereceria uma comemoração digna, mas é impossível, pelo menos por enquanto.
Estamos a cerca de mil quilômetros de distância um do outro. Sinceramente, isso me incomoda bastante. Mas é um incômodo suportável e que me deixa feliz ao imaginar que um dia vou visitá-lo, que vou viajar especialmente para vê-lo. E quando isso estiver prestes a acontecer, vou estar quase morrendo de ansiedade, contando os dias, as horas, os segundos; vou estar imaginando como será a chegada, o primeiro olhar, o primeiro abraço (dos incontáveis que quero dar - e receber, claro). Essa distância serve pra nos mostrar o quanto a nossa amizade é forte. Não só a distância... São vários os fatores que já nos fizeram perceber isso.
A dois anos atrás eu encontrei a pessoa que, até então, faltava na minha vida. Chegou sem que eu pudesse perceber que era ele a peça que faltava no meu quebra-cabeça (ai, que frase tosquinha!). Chegou e agora não sai mais, disso eu tenho certeza absoluta!
Não há ninguém nesse mundo a quem eu possa compará-lo. Aos meus olhos é a pessoa mais perfeita que existe. O melhor companheiro, que tem o coração mais bondoso. Um anjo na Terra, tenho dito.
A única coisa que posso fazer, é agradecer por existir, por fazer parte da minha vida, por ser quem ele é e... Por tudo. Exatamente tudo que me proporciona.
E por ele eu seria capaz de dar minha vida!


"Don't you worry about the distance, I'm right there. If you get lonely give this song another listen, close your eyes... Listen to my voice, it's my disguise, I'm by your side. A thousand miles seem pretty far, but they've got planes and trains and cars. I'd walk to you if I had no other way. Our friends would all make fun of us, and we'll just laugh along because we know that none of them have felt this way."

L: Essa música me lembra você! (Enviando o clipe de Hey There Delilah)
V: Mas eles não ficam juntos no final...

Eles não... Mas eu vou sempre estar ao teu lado, acredite!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sorte de hoje.

"Beleza sem virtude é como uma rosa sem fragrância."
Só eu não consigo encontrar a parte da 'sorte' nessas tais "sorte de hoje" do Orkut?

Aproveitando o título... Meu dia foi repleto de reclamações, estresse e caras feias. - Nada de sorte! - E tudo isso por causa de um simples trabalho.
Enquanto algumas pessoas desabafavam (ou
falavam das outras? Acho que dá no mesmo), eu estava pensando como tem gente nesse mundo que gosta de complicar as coisas, fazer tempestade em copo d'água, se fazer de vítima e tudo - além disso - que tiver direito, não é!? Falam até não terem mais condições e depois se fazem de vítima. Isso é algo que me irrita profundamente. Não tenho a menor paciência.
Por que insistem em
bater boca e falar pelas costas, ao invés de resolver as coisas de um modo mais digno? Não seria bem mais fácil? Evitaria até mesmo futuros conflitos. Mas não. Sempre querem fazer confusão. Não entendo, sinceramente.
E... Bom, não havia necessidade de escrever isso aqui, mas tudo bem. Desabafei. Já que agora não tenho mais ninguém que me acompanha todos os dias no colégio. (Drama detected).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Um começo.


"Onde estão meus bons modos?
Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. (...)

Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento.

Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Deicididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.

...Isso preocupa você? Insisto - não tenha medo. Sou tudo, menos injusta."

(A Menina Que Roubava Livros, Markus Zusak. Página 8.)

...

Eva e Adão? Big Bang? Macacos?
Céu, anjos, nuvens, azul, branco, serenidade e harpas? Inferno, fogo, calor, gritos, gemidos, desespero, tridente, chifres?
Vida em outros planetas?
Como, de fato, surgiram os planetas e todos os seres nele existentes?
O que acontece conosco após a morte? "Dormimos eternamente" ou passamos para outro plano, nos preparamos para voltar para esse mundo, tentando ser melhores do que na outra vida?
O que estou fazendo aqui? Aliás, o que estamos fazendo aqui?
Será que a verdade realmente existe? E o que seria a "verdade verdadeira"?


Ultimamente estou cheia de perguntas do tipo. E a grande maioria delas está ficando sem respostas...
Já estou criando uma certa nóia. (Risos).

terça-feira, 18 de agosto de 2009

I need you more than you know.


Às vezes, quando o assunto é expressar meus sentimentos, me sinto meio perdida, não sei por onde começar. Foi exatamente o que aconteceu agora. É exatamente o que acontece comigo todas as vezes que vou escrever algo pra ti, e sempre digo as mesmas coisas... É tudo tão repetitivo, tão maçante. Mas fazer o que?! Só tento colocar em palavras o quanto eu o amo, o quanto és importante pra mim, o quanto eu preciso de você! E espero conseguir te passar isso um dia, mesmo que seja com essas palavras já utilizadas a um ano atrás. Afinal, o que importa é o que eu sinto e também que você entenda (pelo menos um pouquinho) o que se passa dentro de mim, em relação a você, claro.
Tu chegaste e em pouquíssimo tempo (é, realmente pouquíssimo tempo, batestes um recorde, hahaha. Um dia!) conseguiu tomar um espaço gigante da minha vida, um espaço tão grande que, até então, ninguém tinha conseguido. Isso foi estranho pra mim, até porque não é todo dia que aparece uma pessoa que nos faz tão bem, hm? Confesso que fiquei boquiaberta com isso. Em tão pouco tempo me tornei extremamente ligada a ti... Acho que ninguém jamais vai fazer isso. Acho que ninguém mais vai me deixar tão feliz, quanto você me deixa, com um simples apelidinho carinhoso ou uma palavra qualquer.
Tens algo (que, sinceramente, não sei ao certo o que é) que o diferencia de qualquer outro ser humano, falo sério!
O teu jeitinho todo meigo, simpático, fofo, lindo, carinhoso (...) ainda me deixa boba, me perguntando como pode existir alguém tão surreal assim. E nunca encontro uma resposta. Nunca. Por isso digo que tu és um anjo. O meu anjo!
Depois de um (bom) tempo longe de ti posso afirmar (ok, eu sempre fiz isso, mas...) com toda a certeza existente – e além – que minha vida já não tem a menor graça sem você. As coisas estavam sem cor, tudo parecia sem vida... E agora? Bom, agora tudo ganhou cor, tudo ganhou vida novamente. As cores parecem mais vivas, mais bonitas, tudo é mais alegre ao meu redor. Os meus dias estão sendo ótimos, mesmo que – aparentemente – não tenha mudado nada. Mas, sabe o que é? Só de pensar que tenho você de volta meu coração bate mais forte, as memórias de tudo que já passamos me vêm à cabeça e, em seguida, uma sessão ininterrupta de sorrisos estampando meu rosto, e por aí vai.
Juro que nunca vi ninguém como você. Ninguém me faz tão feliz com ‘tão pouco’. E quando digo que o amo é a mais pura verdade, assim como quando digo que te quero ao meu lado até o fim.
Nunca mais vou deixá-lo. Não quero mais ver as coisas sem cor. Não quero mais ter a sensação de estar te perdendo mais e mais a cada dia, não sei se aguentaria isso de novo.
O que sinto por ti é inexplicável, inigualável e eterno, meu melhor amigo.
<V3


I think I was blind before I met you.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"I'm glad I didn't die before I met you.
Now I don't care, I could go anywhere with you and I'd probably be happy."

Bright Eyes.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Se você for capaz...


de começar o dia sem cafeína, de enfrentar o dia sem estimulantes, de estar sempre de alto astral, ignorando todas as dores, de ficar sem reclamar e encher as pessoas com seus problemas, de comer a mesma comida todos os dias e for grato por isso, de entender que seus entes queridos estão muito ocupados para lhe dar atenção, de perdoar quando alguma coisa sair errada não por culpa sua, e aqueles que você ama descarregam problema em você, de aceitar as críticas e censuras sem ressentimentos, de ignorar a falta de educação de um amigo sem nunca corrigí-lo, de tratar amigos ricos e pobres da mesma forma, de enfrentar o mundo sem mentiras e trambiques, de vencer a tensão sem auxílio médico, de relaxar sem precisar recorrer ao álcool, de dormir sem precisar de remédios, de dizer honestamente que, do fundo do coração, não tem preconceitos religiosos, raciais ou políticos... Então, meu amigo, você é quase tão bom quanto o seu cão!

domingo, 26 de julho de 2009

"In a world...

...filled with hate, we must still dare to hope. In a world filled with anger, we must still dare to comfort. In a world filled with despair, we must still dare to dream. And in a world filled with distrust, we must still dare to believe."
Michael Jackson.

Heal the world: it was all he wanted.


Hoje resolvi mostrar aqui a minha "revolta" a respeito dessa maldita mídia, que pode levar uma pessoa ao topo e em seguida levá-la ao lugar mais baixo possível. Se alguém está pensando que vou falar sobre Michael Jackson, bingo!
Eu queria saber e entender o motivo pelo qual as pessoas gostam tanto de inventar coisas sobre os outros - principalmente famosos -, aumentar os fatos, exagerar, ou até mesmo inventar.
Bom, no caso do Michael Jackson, como todos sabem, os pais forçaram o filho a fazer uma denúncia, acusando-o de abuso sexual para extorquir dinheiro dele. Olhe só a que ponto o ser humano é capaz de chegar: Inventar algo extremamente absurdo para conseguir dinheiro. Mas, saindo deste caso e voltando à mídia...
Outra coisa que não entra na minha cabeça de modo algum é o fato de todas as emissoras de TV, e afins, na época, mostravam as coisas, às vezes, de modo distorcido, para que nós acreditássemos que ele era realmente culpado. Qualquer coisa que ele fazia, era encarada como algo "bizarro" e era também um motivo a mais para que todos o acusassem como louco e outras coisas além.
E nessa mesma época quem é que se importava se ele tinha ou não um bom coração? Se ele havia ou não ajudado crianças de vários lugares do mundo que estavam doentes, que passavam fome, que eram infelizes. Quem? Ninguém! Se referiam à ele como "o negro que fez algo para ficar branco", "o que molestou crianças", "o que dormiu com crianças no rancho Neverland" e o caralho à quatro.
Mas, e agora? Agora ele morreu e você não vê mais as emissoras de televisão mostrando os vídeos das coisas "bizarras" que Michael Jackson fez. Você vê as entrevistas que ele deu dizendo ser inocente, vê os vídeos onde o garoto que o acusou diz que aquilo não havia acontecido de fato, vê as boas-ações que ele fez. Agora todos estão chamando-o de "Rei do Pop", e agora, só agora resolveram dizer que ele foi o famoso que mais ajudou pessoas, principalmente crianças, necessitadas, ajudou na recuperação delas e afins.
Onde é que esses vídeos estavam enquanto ele estava sendo acusado? Onde? Oh! Estavam bem guardados, para que ninguém tivesse acesso a eles, para que ninguém visse o quão brilhante ele foi e para que não discordassem da mídia e de todos que "nos controlam", digamos.
Após a morte e a aparição desses vídeos que o inocentam, que mostram o verdadeiro Michael Jackson - frágil, caridoso, que tinha tudo e ainda assim era triste por causa de todas as coisas que fizeram com ele -. Surgem milhões de novos fãs chorando pela perda. Mas, seria mesmo pela perda ou por arrependimento de ter acusado-o por algo que ele não fez? Arrependimento de ter pensado nele como um monstro que abusou sexualmente de crianças, que abrigou famílias, conquistou a confiança das mesmas e após isso 'seduziu' seus filhos. "Ah, que homem horrível!" Ok, talvez não. Quem sou eu para julgá-las, hm? Não sou ninguém, isso é fato!
Sinceramente? Eu repugno essas pessoas que atiram pedras, em seguida choram pela perda. É terrível ter que ver isso! É horrível até mesmo pensar. É hipocrisia demais para o meu gosto, huh.
O pior é que, depois de tudo, ainda existem aquelas pessoas escrotas que continuam acusando-o. Ah... Juro que eu queria poder fazer alguma coisa em relação a isso. Juro!

He had the most beautiful and caring heart. I wish more people would believe like he did, I wish I would believe more like he did. Let us heal the world!

Ciclo.

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?


(Charles Chaplin.)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Walking Around.

Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas,
do meu cabelo e até da minha sombra.
Acontece que me canso de ser homem.
Todavia, seria delicioso
assustar um notário com um lírio cortado
ou matar uma freira com um soco na orelha.
Seria belo
ir pelas ruas com uma faca verde
e aos gritos até morrer de frio.
Passeio calmamente, com olhos, com sapatos,
com fúria e esquecimento,
passo, atravesso escritórios e lojas ortopédicas,
e pátios onde há roupa pendurada num arame:
cuecas, toalhas e camisas que choram
lentas lágrimas sórdidas.


(Pablo Neruda.)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Happiness is just outside my window.


Meu dia foi meio que "uma montanha russa". Cheio de altos e baixos.
Comecei bem, um bom humor incrível.
Sabe quando você acorda bem e pensa "Meu dia será incrível! Ninguém vai conseguir estragá-lo."? Pois é. Eu estava pensando assim.
Cheguei em casa, ainda bem, mas depois de um tempo, minha mãe me fez o imenso favor de acabar com a minha alegria.
A partir daquele momento, eu comecei a 'cospir fogo para todos os lados'. Logo fiz algumas coisas que me fizeram esquecer o mau-humor e o elevaram. De repente, a pessoa com quem eu queria falar a mais ou menos três meses, entra e, eu, pensando que me sentiria ainda melhor conversando com ele, fui... Mas não pensei na distância que nos separou durante tanto tempo, não pensei nas bobeiras que cometi. Não pensei nas merdas que eu fiz e que podiam ter acabado com a nossa amizade. Afinal, ele havia me dito que estava tudo bem e que sentia minha falta.
Ele é uma das últimas pessoas, um dos últimos amigos que eu queria perder, ou que quero, não sei. Estou confusa (para variar). Era para ele que eu contava todas as minhas coisas, todos os meus segredos, medos, angústias. Era com ele que eu dividia minha felicidade. Era com ele que eu queria dividir a minha vida. E
creio que se não tivesse feito tantas coisas que o magoaram durante um tempo, eu podia estar contando com isso até hoje! Ele me dizia que era comigo quem queria dividir a vida dele...
(Sim, eu sou a pessoa mais idiota do mundo!)
Mas hoje, tive a certeza de que ele não me quer por perto. Pelo menos não tanto quanto dizia. Eu já imaginava que nada voltaria a ser como antes, mas não imaginava que as coisas ficariam... Assim!
Estou me sentindo um lixo. Sabe quando a tua maior vontade é voltar no tempo, só para desfazer as maiores bobeiras que você já fez? Só para desfazer alguns nós que foram feitos? Pois é... É a minha maior vontade. E não é de hoje. Já tem um bom tempo que estou tentando consertar esses meus terríveis erros, mas, pelo que vejo, meu esforço não adianta.
O que foi feito, está feito. Não tem como voltar mais atrás, é o que alguns dizem. Eu não acreditava, mas acho que estou começando a adotar esta frase também.
Enfim. Me senti mais distante dele do que de qualquer outra pessoa. Nem quando nos conhecemos, senti essa distância, essa frieza. Parece que nem os bons momentos prevaleceram entre nós. Espero que isso seja algo passageiro e que eu consiga tê-lo de volta, como meu amigo. A posição de melhor amigo dele, continua aqui. Mas, e a de melhor amiga? Será que continua lá? Será que ele já não me substituiu? Espero que não. O dia que eu conseguir a confiança dele de volta, será o dia mais feliz da minha vida. Tenho certeza!
Eu só quero o meu amigo... O meu melhor amigo, de volta. O meu anjo, meu protetor. Minha alegria.
Enquanto isso, meus dias têm sido angustiantes. Parece que a felicidade só existe do lado de fora da minha janela...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A palavra.


...Sim, senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as... Amo tanto as palavras... As inesperadas... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema... Agarro-as no voo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas... E então, as devolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema, como pedacionhos de pedra polida, como carvão, como restos de um naufrágio, presentes da onda... Tudo está na palavra... Uma ideia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pelos, têm tudo o que se lhes foi agradando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes... São antiquíssimas e recentíssimas. VIvem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos, frutos, com aquele apetite voraz que nunca mais se viu no mundo... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatria iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras, como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo... e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras.

(Pablo Neruda. Confesso que vivi. )

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"The stars are aligned, but they don't align for us.
Excuse me for I am the ocean, and I will starve for you.
Will you know how to stay brave?
Such fragile moments we share.
You are my everything, even with nothing to say."

City and Colour.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Feelings muddled.

Sinceramente, não sei se estou triste, ou feliz. É uma mistura de sentimentos diferentes. Uma mistura hora agradável, hora desagradável, praticamente insuportável!
Você já teve vontade de fugir da tua casa, dos teus amigos, do colégio, dos compromissos, enfim, vontade de se livrar de tudo e todos? Hoje me bateu uma vontade imensa de sumir do mapa, é.
De terça-feira à quinta estava tudo perfeitamente bem. Eu mal estava acreditando que podia estar tão feliz, sem nenhum motivo. Minha alegria aumentava a cada instante, a cada conversa com qualquer pessoa que estivesse ao meu redor. Podiam falar qualquer coisa, que eu não me importava, ou importava e logo depois fingia que nada havia acontecido, esquecia!
Mas, como dizem: "Tudo que é bom dura pouco". Realmente! De uma hora para outra, meu humor mudou completamente. Nada mais me agradava. Nenhuma brincadeirinha fora de hora me agradava, pelo contrário, só fazia com que eu sentisse mais agonia, mais raiva. Ficasse mais nervosa. As conversas foram ficando impossíveis. Já não tinha paciência para parar e conversar direito com alguém. Logo me cansava do assunto, da pessoa, da conversa.
E o pior, é que parece que todo mundo resolveu encher a minha paciência assim... De uma vez só! Todos resolveram fazer brincadeiras denecessárias e fora de hora. Resolveram encher minha cabeça de coisas, dar ordens para fazer coisas que sabem que eu não gosto de fazer, ficar repetindo a mesma coisa várias vezes, como se eu fosse surda, ah.. É tanta coisa. Estou quase ficando louca. Mesmo!
Eu só queria que todos me deixassem quieta, sozinha comigo mesma, quando estivesse assim. Mas não. Parece que todos e mais alguns, fazem questão de estar ali, ao meu lado, quando eu menos quero, quando tudo que quero, é ficar só. Pensando sobre tudo que está acontecendo comigo. Entender o que eu estou sentindo. Tentar me controlar, controlar meus sentimentos. Será que é tão difícil entender isso?

All that I want now is be alone with myself. Nothing more...