segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Traga-me uma xícara de café.



Preciso pensar um pouco, organizar essa bagunça que se encontra em meu interior, me recompor... Sair desse platônico e encontrar a realidade. Mas, como fazer isso? A realidade me assusta cada vez mais. É tão cruel e amarga.
Bem, traga-me também um pouco de coragem...
Todos ao meu redor transbordam de felicidade. Enquanto eu, estou aqui, quieta no meu canto. No meu mundo, eu diria. Com um pouco de café, papel, caneta e meus pensamentos, que rolam soltos até caírem e se transformarem em palavras.
Essas palavras, por vezes, não me ajudam. São elas que me prendem nessa minha bagunça. Deixo-as escritas em uma folha qualquer e então sinto-me mais leve, um pouco melhor. Assim, continuo em meu canto, porém, temporariamente organizada.
Por favor, traga-me um pouco mais de café e qualquer outra coisa que não me permita cair no sono. Preciso manter-me acordada. Se dormir, vou sonhar. Se sonhar, vou me iludir e, ao acordar, verei que não se tratava de nada além de outro sonho, então a angústia vai se apossar de mim... Mais uma vez.
Enquanto transfiro meus pensamentos (sentimentos) para os papéis, a chuva cai lá fora. Isso faz com que o frio aumente, como se já não houvesse o suficiente...
O que eu preciso mesmo é de um pouco de calor. O que eu preciso é sair dessa ilusão que, por hora é calorosa, mas depois me deixa congelada por dentro.
Traga-me outra xícara de café....

O mais forte possível!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"What is pain?"

"Why do we breathe?"
Breathe in, breathe out.
"Why do we have needs?"
Hold my hand, let it go.
"What is love?"
Heart pounds slow, heart pounds fast.
Make me cry, make it stop.

"Breathing is for stopping,"
Accelerate it, make it die.
"Needing is for wanting,"
I want to hold it, I want to drop it.
"Love is living,"
It's the beginning, it's the end.
I'd help you cry, I'd help you stop

"And pain is understanding."


PS: Em português fica meio sem nexo, então, sem tradução.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Insanidade.

Manhãs de sorrisos falsos, tardes de riso. Uma mentira.
A noite chega e você está sozinha na cama, você olha para o teto e tenta trazê-lo mais para perto.
Nada está bem, nada é bom. A felicidade não está com você, você perdeu, ela se foi. Você não tem direito a isso, você só pode desejar. Querer, pedir, implorar e suplicar. Olhando fixamente, o sono está chegando, os pensamentos desaparecem e então resta apenas você, com você mesma.
Os sonhos vêm, dançam com facilidade e concedem-lhe a paz e a insanidade, você está viva novamente, você sente a alegria que sempre quis, por tanto tempo parece durável, mas depois... Escorrega por entre os dedos
.
Ela se foi e, novamente, você ficou.

Você e as mentiras, e as pessoas que não vêem. Elas estão cegas para você, estão cegas para todos, mas você entende.
Você precisa. Você faz. Você vê a forma como tudo é nada.
Você questiona cada palavra que você fala, cada cheiro e cada respiração.
O que é realidade, o que é o tempo?
Não é nada.

É só você, você e as perguntas sem respostas, e os pensamentos sem sentido.

É só você e seus sonhos.

sábado, 28 de novembro de 2009

"Pensou que era um pesadelo.

Engano, era apenas mais um dia."

(Milena M. Cassucci.)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Making a difference.


While I was walking down the beach, I began to see a man in the distance. As I came nearer, I noticed that the man was bending down, picking something up and throwing it out into the water. He did that many times. Time and again he continued throwing things out into the ocean.
As I came even closer, I saw that he was a fisherman. He was picking up starfish that had been washed up on the beach and, one at a time, he was throwing them back into the water.
I was curious. I approached the fisherman and said: "Good morning, friend. I was wondering what you are doing."
"I'm throwing these starfish back into the ocean. You see, it's low tide right now and all of these starfish are up here on the sand. If I don't throw them back into the water, they'll die up here from lack of oxygen."
"I understand", I said, "but there are thousands of starfish on this beach. You can't possibly get to all of them. There are simply too many. And don't you realize that at this time this is probably happening on hundreds of beaches all up down this coast? Can't you see that you can't possibly make a difference?"
The man smiled, bent down one more time and picked up another starfish. He threw it back into the sea and answered, "I made a difference to that one!"

"A starfish is not a fish,
A starfish is not a star.
Close your eyes and make a wish.
In your dreams you travel far."




Texto do meu livro de inglês. Achei super bonitinho e resolvi colocá-lo aqui, já que não posto nada há um tempo...
Sexta faço meu último simulado. Depois, férias. Vou dar um jeito de postar aqui com mais frequência, prometo!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vem!

Deita do meu lado, fica mais um pouquinho. Me dá um abraço forte. Segura minha mão, sussurra em meu ouvido aquela música que tanto gostamos... A nossa música!
Me traz uma rosa, ou até mesmo uma pétala. Pode trançar os meus cabelos, roer as minhas unhas, os meus pensamentos, meus sentidos. Arranca minhas lágrimas, meus sorrisos, meus suspiros. Pode levar tudo pra você, leva meu coração. Ou melhor: Me leva. Já não posso mais aguentar um segundo sem você.
Vem cá. Faz uma visita, fica para o chá, café, suco ou água, que seja. Desde que você fique, está tudo bem.
Pode trazer suas malas, suas roupas, sua meia ou um fio de cabelo, qualquer pedacinho de ti. Desde que você fique o tempo suficiente para que eu queira que você vá. Mas saiba que, quando for, vai levar tudo de mim com você e que uma hora vai ter que voltar pra devolver e deixar tudo em seu devido lugar.
Vem. Deixa o teu perfume no meu travesseiro. Traz teu sorriso, o brilho dos teus olhos, a tua voz abafada. Traz o "nós" de volta. Põe o sol de volta na minha janela, as cores no meu jardim.
E depois vai. Vai e fica por lá, na cidade, longe, até quando sentir que é preciso voltar, que a sua metade te espera, observando as ondas do mar indo e vindo. Volta sabendo que eu vou estar aqui.

Vem cá. Deita do meu lado. Fica mais um pouquinho dessa vez...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

- O que mais te surpeende na humanidade?

- Os homens... Porque perdem a saúde para ganhar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensar ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente e nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivesse vivido.
(Dalai Lama.)

Tirei um peso das minhas costas hoje. Aliás, parte dele. Daqui sete dias - exatamente - vou me sentir ainda mais aliviada e, ao mesmo tempo, desesperada... Certeza!
Detesto fim de ano.